Como ajustar o preço em tempos de crise?

27 de julho de 2015 § Deixe um comentário

Mat CapaQue estamos em um momento de crise econômica não é novidade para ninguém. O assunto deixou as páginas de economia dos jornais para se tornar assunto das rodinhas de conversa por todo o país. Nesse momento de recessão é natural que o fator preço ganhe maior relevância na escolhe de um produto ou serviço. Mas até que ponto o empresário pode abdicar da sua rentabilidade para se adaptar ao interesse financeiro do seu cliente?

Solucionar essa equação não é fácil. Nesse contexto, a eficiência na apuração de custos pode ter um papel importante. Em muitas empresas, o preço é definido pelo proprietário baseado unicamente em seu custo de aquisição, acrescentando uma porcentagem arbitrária. No entanto, conhecer os seus custos é fundamental para se ter condições de criar estratégias diferenciadas de preços. Do contrário, como é possível definir possíveis reduções no preço sem conhecer de fato quanto o produto custa para empresa?

Além de buscar um preço mais competitivo através do controle de custos, também é preciso cuidado com a prática de oferecer desconto. Segundo especialistas a estratégia de fidelizar o cliente através do desconto é uma grande ilusão. A melhor estratégia na guerra de preços é conhecer o seu cliente e se relacionar melhor com ele. As empresas capazes de transmitir todo o valor que seu produto ou serviço é capaz de agregar geralmente saem na frente do seus concorrentes.

Por isso, antes de baixar o preço à primeira pedida do cliente, pense em como isso vai afetar o faturamento da sua empresa. O ideal é apresentar o seu produto ou serviço de uma maneira diferente. Um atendimento de excelência, por exemplo, pode ser o diferencial para a concretização da venda. Simplesmente ser conhecido como a empresa que cobra menos com certeza não é a melhor opção.

Vale transporte não pode ser pago em dinheiro

20 de julho de 2015 § Deixe um comentário

Vale transporteNa última edição do Fato Gerador iniciamos uma série de matérias sobre as principais situações de riscos de ações trabalhistas. O primeiro assunto abordado foi intervalo para alimentação. Já neste mês, o tema será vale transporte.

O vale-transporte é um benefício que a maioria dos trabalhadores têm direito para o transporte de sua casa até o trabalho e vice-versa. O empregador deve adquirir e adiantar ao seu funcionário o vale-transporte em quantidade necessária ao total dos seus deslocamentos.

O advogado e empresário contábil, Gilmar Bachi, explica que o trabalhador é o responsável por solicitar ao seu empregador o vale-transporte. “Caso o empregado utilize meios próprios para o transporte é importante que ele faça uma Declaração de Renúncia do Vale Transporte”, orienta.

O vale-transporte pode ser pago apenas em forma de cartão ou vale, sendo proibido o pagamento em dinheiro. O valor deve ser custeado pelo empregado, na parcela equivalente a 6% de seu salário bruto, e pelo empregador no que exceder a essa parcela. Além disso, trabalhadores que utilizam veículos próprios de locomoção como carro, bicicleta, carona, entre outros, não têm direito ao benefício.

Obrigatoriedade da Nota Fiscal Eletrônica começa este mês

13 de julho de 2015 § Deixe um comentário

NFC-e (2)Começa neste mês a obrigatoriedade do uso da Nota Fiscal de Consumidor Eletrônica (NFC-e) pelas empresas paranaenses. Com a mudança, o cupom fiscal e a nota fiscal terão que ser substituídos pelo novo documento, que tem existência apenas digital e é emitido e armazenado eletronicamente.

Segundo o cronograma divulgado pela Receita Estadual, a adesão de todas as empresas do Estado deverá acontecer até janeiro de 2016. O comércio varejista de combustíveis será o primeiro segmento adotar a NFC-e a partir deste mês. Em agosto, será a vez de lanchonetes, restaurantes, bares, livrarias, comércio varejista de artigos de viagem e também de munições e armas. Depois, em setembro, entram as lojas de automóveis, calçados, tecidos, bijuterias e outros.

Já no mês de outubro, vence o prazo para padarias, relojoarias, suprimentos de informática, iluminação e comércio de produtos usados. Na sequência, em novembro, encerra o prazo para vestuário e material de construção. Em dezembro, será a vez das lojas de departamento, de conveniência, brinquedos e tabacarias, entre outras. Os últimos a adotarem a NFC-e serão supermercados, açougues e farmácia, cuja obrigatoriedade começa em janeiro de 2016.

Para adotar o novo modelo o contribuinte precisa ter um certificado digital, padrão ICP-Brasil, e adquirir um sistema emissor de NFC-e. O empresário contábil, Sidnei Crepaldi, recomenda que independente do cronograma as empresas devem organizar o processo de transição o quanto antes. “É importante não deixar para última hora. Procure a sua empresa de serviços contábeis para ajudar no processo”, orienta.

Lei que regulamenta direito das domésticas é sancionada

6 de julho de 2015 § Deixe um comentário

Domésticas (1)Depois de dois anos de discussões e votações no Congresso foi sancionada no último mês a lei que regulamenta os direitos dos trabalhadores domésticos. A PEC das Domésticas, como ficou conhecida a lei, entrou em vigor em 2013, mas alguns temas ainda precisavam ser regulamentados.

Com a sanção da norma sete dos novos direitos foram regulamentados. Desde 2013, nove direitos já estavam valendo, como hora extra e jornada de trabalho de oito horas diárias.

Segundo a empresária contábil, Rosemary Amarães, é importante que os empregadores conheçam as regras já vigentes e as que passarão a ser cobradas a partir de outubro deste ano. “As novas regras foram finalmente definidas e trazem mudanças importantes”, alerta.

Conheça abaixo como ficam os direitos dos trabalhadores domésticos com a nova lei:

Salário

Tem o direito de receber, ao menos, um salário mínimo ao mês, inclusive quem recebe remuneração variável

Jornada de trabalho

8 horas diárias e 44 horas semanais. Há a possibilidade de optar pelo regime de 12 horas de trabalho seguidas por 36 horas de descanso. O intervalo para almoço pode ser de uma ou duas horas. Em acordo com o empregador, o empregado pode optar pelo intervalo de meia hora.

Hora extra

O valor da hora extra é 50% maior que o da hora normal. As primeiras 40 horas extras devem ser pagas. O restante pode ser compensado em até um ano, com folgas ou redução de jornada.

Adicional noturno

O empregado doméstico passa a ter direito a adicional noturno de 20% nas jornadas de trabalho entre às 22h e às 5h. A hora noturna é de 52,5 minutos. Quem reside na casa do empregador não ganha adicional nem hora extra nos períodos de descanso.

Férias

O empregado tem direito a 30 dias de férias, que podem ser divididos em dois períodos ao longo de um ano. Um dos períodos deve ser de no mínimo 14 dias.

13º salário

Equivale a um salário mensal e deve ser pago em duas parcelas até o dia 20 de dezembro. Direito mantido e sem alterações.

FGTS

Tem direito ao depósito do FGTS por parte do empregador, de 8% do salário.

Seguro desemprego

O seguro desemprego poderá ser pago durante no máximo três meses.

Salário-família

O texto também dá direito ao salário-família, que é um benefício pago pela Previdência Social. O trabalhador autônomo com renda de até R$ 725,02 ganha R$ 37,18, por filho de até 14 anos incompletos ou inválido. Quem ganha acima desse valor R$ 1.089,72, tem direito a R$ 26,20 por filho.

Auxílio-creche e pré-escola

O pagamento de auxílio-creche dependerá de convenção ou acordo coletivo entre sindicatos de patrões e empregadas.

Seguro contra acidentes de trabalho

As domésticas passarão a ser cobertas por seguro contra acidente de trabalho, conforme as regras da previdência. A contribuição é de 0,8%, paga pelo empregador.

Indenização em caso de demissão sem justa causa

O empregador deverá depositar, mensalmente, 3,2% do valor do salário será em uma espécie de poupança que deverá ser usada para o pagamento da multa dos 40% de FGTS que hoje o trabalhador tem direito quando é demitido sem justa causa. Se o trabalhador for demitido por justa causa, ele não tem direito a receber os recursos da multa e a poupança fica para o empregador.

Segurança no trabalho

Tem direito a trabalhar em local onde sejam observadas todas as normas de higiene, saúde e segurança

Acordos e convenções coletivas

Terá as regras e acordos estabelecidos em convenções coletivas dos trabalhadores respeitados pelo empregador

Discriminação

Não pode sofrer diferenças de salários, de exercício de funções e de critério de admissão por motivos de sexo, idade, cor ou estado civil ou para portador de deficiência

Receita lança nova versão de aplicativo do Carnê-Leão

15 de junho de 2015 § Deixe um comentário

Aplicativo Carnê-leãoComo já informamos aqui no Fato Gerador (edição nº110), desde o dia 1º de janeiro deste ano, os profissionais liberais estão obrigados a informar no programa do Recolhimento Mensal Obrigatório, o carnê-leão, o CPF de seus clientes e o valor recebido deles. Para facilitar a vida desses contribuintes, a Receita Federal lançou no último mês, a nova versão do aplicativo do Carnê-Leão para smartphones e tablets.

A empresária contábil, Miriam da Silva Braz, explica que por meio do aplicativo, os profissionais liberais podem se informar sobre as ocorrências relacionadas à apuração do imposto, fotografar e armazenar os comprovantes, gerar documentos de arrecadação, além de consultar os demonstrativos mensais e anuais.

“Mas a grande novidade trazida pela nova versão do aplicativo, é a possibilidade de transferir para a declaração do Imposto de Renda das pessoas físicas de 2016, os dados armazenados pelo programa”, observa Miriam.

O programa é de uso opcional e está disponível nas lojas Google Play (para tablets e smartphones que usem o sistema operacional Android) e App Store (para equipamentos que usem o sistema operacional iOS).

Obedecer intervalo para alimentação evita ação trabalhista

8 de junho de 2015 § Deixe um comentário

Alimentação do TtrabalhadorVocê provavelmente já enfrentou ou conhece alguém que sofreu uma ação trabalhista, certo? Nos últimos anos tem crescido cada vez mais o número de processos movidos por ex-funcionários contra seus antigos patrões. Só em 2013 mais de R$ 24 bilhões foram gastos pelas empresas em demandas de trabalhadores.

Esse gasto extra, que na maioria das vezes não está previsto no orçamento, geralmente resulta em perda de competitividade, e em alguns casos chega até a inviabilizar o negócio. Diante desse cenário nada animador, o melhor remédio para os empresários ainda é a prevenção.

E para ajudar você empresário a minimizar os riscos de ações trabalhistas, vamos iniciar nessa edição uma série de matérias sobre as principais situações de risco em que o empreendedor pode ser enquadrado por não cumprir as determinações do direito do trabalho.

O primeiro tema que vamos abordar é o intervalo para alimentação. O advogado e empresário contábil Marcelo Scomparin explica que, de acordo com a CLT, todo trabalhador tem direito a um intervalo para refeição e repouso. “No entanto, a duração desse intervalo depende da carga horária de cada funcionário”, lembra.

No trabalho contínuo cuja duração exceda 6 horas, é obrigatória a concessão de um intervalo de no mínimo uma hora e no máximo duas. Caso a duração do trabalho seja superior a 4 e não excedente de 6 horas, é obrigatória a concessão de um intervalo de 15 minutos. Para jornadas de até 4 horas, não há obrigatoriedade de concessão de intervalo.

É importante observar que muitos empregados preferem tirar um intervalo de 15 minutos ou meia hora, e, em compensação, sair mais cedo do serviço. No entanto, mesmo que essa seja a vontade do trabalhador a CLT proíbe.

Revolução Colaborativa: você está dentro ou fora?

1 de junho de 2015 § Deixe um comentário

Mat CapaParece estranho, mas é fato, com todo o sentido da palavra. Generosidade é a bola da vez nos negócios e tem tudo a ver com “buscar lugar ao sol” em um mercado cada vez mais voraz. Aliás, voraz, competitividade, consumo exacerbado, são expressões que perdem lugar no mundo dos negócios. Sabe por quê?

Chegou a Geração G! A letra agora significa generosidade, o contrário de ganância. O movimento começa a tomar forma em todo o mundo, principalmente quando percebe-se o fim do carrossel financeiro americano que levou à quebra bancos e seguradoras. Muitos cidadãos sequer enxergavam como conseguiam consumir tanto e com a crise, passaram a ter ojeriza pela avidez sem limites das empresas.

Isto também chegou até você. Já parou para pensar que a imagem na sua mente de determinada marca pode estar influenciada pelo grau de generosidade que você percebe nela? Veja o caso dos bancos por exemplo. A mão que cede o crédito e viabiliza sonhos é a mesma que cobra esses recursos com juros e taxas abusivas. Isto neutraliza qualquer percepção positiva e gera uma sensação de gostar menos de bancos.

Quando um banco resolve interferir em um problema de mobilidade urbana, como fez o Itaú com as bicicletas laranjas, em grandes centros, pode alcançar êxito. Uma parceria público-privada faz com que uma ação como essa tenha a essência do “compartilhamento”.

É também a influência do que fazemos online. No mundo virtual nós compartilhamos, e esta geração passou a ver sentido nesta prática e exige isso das empresas. Pense em seu negócio pelas lentes da Geração G. Suas ações farão com que sua marca seja mais perceptiva no próprio mercado e o seu contador é um eixo de ligação com novos parceiros.

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